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Escritor Ariano Suassuna Recife Pernambuco
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     Contato: Alexandre Nóbrega 81/3441-0616 ou 81/3268 4057
Secretaria da Cultura/Fundarpe 81/3134 3000

ARIANO SUASSUNA   
Nasceu em João Pessoa, quando o pai, João Suassuna, governava a Paraíba. Ainda na primeira infância mudou-se para Taperoá, no sertão, onde permaneceu até os quinze anos. Nessa época, temperou a sua índole de sertanejo, continuando assim uma tradição familiar que vinha dos quatro avós. O pai é originário do Catolé do Rocha. A mãe, nascida Rita de Cássia Dantas Vilar, tem raízes em Desterro, Teixeira e na própria Taperoá. 

Em 1942, com 15 anos, foi para o Recife. Matriculou-se no colégio Americano Batista e aí começou a escrever para o recém-inaugurado Teatro dos Estudantes de Pernambuco, sob a liderança de Hermilo Borba Filho, "grande figura do Estado", como ele qualifica. Em 1947 concluiu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol, reescrita dez anos mais tarde e adaptada para a televisão. 

Em 1950 formou-se pela Faculdade de Direito da capital pernambucana. Convidado, foi lecionar Estética na Faculdade de Filosofia da Universidade do Recife. Mas como sua vocação era o teatro, não teve dúvidas em assumir o cargo de diretor do Teatro Amador Sesiano do Recife e passou e escrever a coluna de crônica teatral do Diário de Pernambuco. 

Escreveu depois outras peças e, em 1956, publicou o Auto da Compadecida, que se tornou um marco na história do teatro brasileiro. Quatro anos depois, estreava, também no Recife, A Pena e a Lei. 

Alto, magro, desempenado, Ariano poderia ser personagem heróico de uma xilogravura dos cordelistas que tanto admira. Pai e avô, autor de romances, peças de teatro, poemas , balés e músicas é uma presença polêmica que ilumina o Brasil a partir do Nordeste. Que mais um artista poderia almejar ?


Á R E A   C U L T U R A L


O escritor está convencido de que hoje, mais do que nunca, o alicerce cultural constitui o mais importante e a mais ameaçada estaca popular e quer ajudar a fixa-la com maior firmeza. Personagem heróico da própria obra, ele talvez seja o último grande artistas brasileiro obstinado em colar sua arte no país e não na indústria cultural. O casamento do mundo clássico com o universo sertanejo é seu Santo Graal um épico que pedia uma trilha sonora. Pois ele a criou nos anos 70, com a fundação do Quinteto Armorial que relê a trajetória ibérica da música nordestina e do qual saíram nomes como Antonio Nóbrega e do violinista Antonio José Madureira. Ele resgatou, divulgou e protegeu gravuristas e poetas fantásticos como Chico Sales Areda, J. Borges, Dila e Olegário.

Em conversas, Suassuna deixa transparecer suas marcantes características nordestinas, materializadas nos gestos abertos, na constante repetição do "não" e nos erres acentuadamente guturais. É considerado o principal defensor da cultura regional, dos produtos nacionais e das manifestações populares, como a literatura de cordel, o maracatu rural, o bumba-meu-boi. 

Não vê risco de desaparecimento da cultura nordestina. "Essa questão depende da arte da qual se está falando. A literatura, ninguém ameaça. O que você pode fazer contra um escritor é matá-lo, como fizeram com Antônio José da Silva, dramaturgo do Brasil do século 18, que foi queimado vivo pela Inquisição. Aí está certo, ameaça, prejudica. Mas se deixar o escritor vivo, ninguém pode com ele, não."

Suassuna vê na chamada globalização uma ameaça à essência da cultura de cada país. "Veja bem, quando falo nisso, pensam que eu sou contra a globalização, porque sou contra a cultura universal; isso não existe, não. Eu sou contra a globalização porque é uma classificação pela média, pelo gosto médio, e isso é que eu sou contra."


B R A S I L


O Brasil – apesar de centenas de convites – nunca deixou. “Um dia, eu, como quase todo filho de família tradicional sertaneja, estava pronto para viajar ao exterior quando uns amigos disseram que era assim mesmo, para entender o Brasil, tinha que deixar o país e beber cultura lá fora. Me doeu aquilo, eu disse ‘Pois então não vou. E quem quiser falar comigo tem que vir aqui ao Nordeste”.


S U A  O B R A


Em 1947 concluiu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol, baseada na lenda de Mariquinha, personagem clássico do cordel, reescrita dez anos mais tarde e adaptada para a televisão. Além desta, é autor de mais dez peças, entre elas Os Homens de Barro, O Auto de João da Cruz, O Auto da Compadecida, Ato Isolado, O Santo e a Porca, A Farsa da Boa Preguiça, A Pena e a Lei. Fora as peças, publicou o romance Pedra do Reino, o ensaio Iniciação à Estética e Fernando e Isaura.

Tem preferência por Pedra do Reino, no qual pôde contar o que não cabia nas peças. "Teatro é uma coisa limitada. Você tem que ficar no limite de uma hora e meia a duas horas, e eu precisava de mais espaço."

O auto da Compadecida, com os saltimbancos João Grilo e Chicó é o mais popular de todos os seus títulos, principalmente após o sucesso estrondoso da adaptação feita pelo diretor Guel Arraes para a TV Globo em 1999 e em seguida para o cinema no ano seguinte. A consagração veio confirmar a empatia que o homem, suas idéias e sua arte provocam onde quer que cheguem

Ariano percorreu mais de 200 cidades para apresentar as famosas aulas-espetáculo, verdadeiros shows de cultura popular que sacode as platéias inclusive de jovens, por onde passa. Ao encerrar as palestra deixa uma sensação quase eufórica de que vale a pena apostar num Brasil que ainda não existe.


G A L E R I A   D E   F O T O S

 

Ariano em sua casa, recebendo amigos


Ariano trabalhando



Ariano e seus netos
    

Contato: Alexandre Nóbrega 81/3441-0616 ou 81/3268 4057
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