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 LUIZ
GONZAGA
O Rei do Baião
Luiz
Gonzaga do Nascimento, cantor e compositor, pernambucano de Exu, filho de
Januário e Ana Batista, nasceu no
no dia 13 de dezembro de 1912 numa pequena fazenda perto da
cidade chamada "Caiçara". Seu pai
Januário, sanfoneiro famoso e respeitado na região,
costumava consertar sanfonas e isto aos poucos foi chamando
a atenção do garoto de 7 anos que estudava os movimentos
dos dedos do pai. Um dia, pegou uma sanfona velha e começou
a tocar e incentivado pelo pai foi fazendo sucesso nas
redondezas, acompanhando o pai, não parando mais de tocar.
Seu
Luiz, o Rei do Baião, Gonzagão, Luiz Gonzaga, ... Chame
como quiser, pois ao longo de sua carreira musical muitos
títulos e apelidos foram incorporados à sua história.
Luiz Gonzaga é dono de uma obra vastíssima que tem uma
importância fundamental no ritmo que tornou famoso, o
baião, por ter qualidades e cunho técnico inegáveis e uma
identidade cultural fortíssima com o sertanejo, o
nordestino, o homem do campo em geral..
Sua
discografia transfere a todos para a imensidão do Nordeste
do Brasil, encontrando cangaceiros, boiadas, chão rachado,
caatingas, carcarás e gaviões, tudo cantado com amor e
alegria, esculpindo aos poucos a cara do povo nordestino. É
tão vasta que nem o próprio Gonzaga conseguiu deter o
controle de sua obra.
"Vestiu
gibão e chapéu de couro, tocou sanfona e criou o baião,
o xote e o xaxado conquistando para sempre nosso coração"
Elba
Ramalho
Existe em Caruaru, interior de Pernambuco,
um museu em homenagem ao rei do baião, o Museu do Forró,
localizado no Espaço Cultural Tancredo Neves, na Praça
Coronel José de Vasconcelos, 100, Centro, Caruaru/PE. Em seu acervo
aproximadamente 430 peças entre sanfona, discos, documentos,
objetos de uso pessoal, etc. É o maior depositário de peças
de Luiz Gonzaga existentes no Nordeste, homenageando um
artista que tornou Caruaru nacionalmente conhecida a partir da
década de 50 com a música "A Feira de Caruaru".
Em Exu, sua cidade natal,
a fazenda onde nasceu foi transformada no Parque Asa Branca,
na Rodovia Asa Branca, km 37, Exu/PE, reunindo também um
acervo com peças sobre Luiz Gonzaga e sua família. Ao lado
do museu fica o Mausoléu onde estão os restos mortais do
cantor.
Trechos de Algumas Músicas
Asa
Branca
Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
Quando oei a terra ardendo
Quá foguera de São João
Eu preguntei(ei) a Deus do céu, ai
Pru que tamanha judiação?
Qui brazero, qui fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Inté mesmo asa branca
Bateu asa do sertão
Entonce eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cai de novo
Prá mim vortá pró meu sertão
Quando o verde dos teus oios
Se espaia na prantação
Eu te asseguro, num chore não, viu,
Que eu vortarei, viu, meu coração.
O
Xote das Meninas
Luiz Gonzaga e Zé Dantas
Mandakaru quando fulorá na seca
É um siná que a chuva chega no sertão
Toda menina que enjôa da boneca
É sinal de que o amor já chegou no coração
Meia comprida não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado não quer mais vestir gibão
Ela só quer só pensa em namorar
De manhã cedo já tá pintada
Só vive suspirando sonhando acordada
O pai leva ao doutor a filha adoentada
Não come não estuda não dorme nem quer nada
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Mas o doutor nem examina
Chamando o pai de lado
Lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade
E que pra tal menina
Não há um só remédio
Em toda medicina
Ela só quer
Ela só pensa em namorar
Galeria de Fotos
(1)
(2)
(3)
(1)
Gonzagão vestido de Lampião
(2) Luiz Gonzaga e seu filho
Gonzaguinha, também cantor
(3) Luiz Gonzaga com Fagner
em um de seus discos

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