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VICENTE DO RÊGO MONTEIRO

Nasceu em Recife, em 19 de dezembro de 1899. Vicente do Rego Monteiro, pintor, um dos artistas brasileiros que encarna os ideais propostos por Mário de Andrade, durante a Semana de Arte Moderna de 1922. Sua pintura utiliza imagens estranhas, sem se prender a nenhum tempo ou escola. Vicente do Rego Monteiro usou, em sua obra, a tradição pernambucana, o barroco, a arte marajoara e a influência do cubismo da Escola de Paris. Sua grande fase foi entre as décadas de 1920 e 1930



"Pinto desde criança,
há tantos anos que não saberia o porquê
Contudo creio que pintar é uma linguagem,
um meio de comunicação
tão velho como o mundo" 


Breve Histórico


1908 - Estuda na Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1911 - Embarca para estudos na França na Academia Julian, expondo em 1913 no Salon des Independants, em Paris.
1922 - Participa da Semana de Arte Moderna, em São Paulo.
1925 - Casa-se com Marcelle Louis Villars
1930 - Realiza a 1a. exposição da Escola de Paris no Brasil com quadros de Picasso, Miró, ...
1932 - Compra um engenho em Várzea Grande, Pernambuco, onde fabrica a cachaça Gravatá.
1946 - Funda La Presse à Bras, imprimindo poemas.
1952 - Cria o Salão da Poesia e realiza o I Congresso Internacional de Poesia, em Paris. Participa da exposição comemorativa da Semana da Arte Moderna, em São Paulo.
1957 - Publica Vix Poética e assume a cátedra de pintura da escola de Belas Artes de Pernambuco.
1966 - Retrospectiva de sua obra no Museu de Arte de São Paulo.
1967 - Representa o Brasil na exposição Precursores do Modernismo, em Nova York e realiza 2 exposições individuais em Paris.
1970 - Morre, vítima de enfarte, no dia 5 de Junho, em Recife.



 Sua Obra

Foi editor, automobilista, dançarino, fabricante de cachaça, poeta e pintor. Os críticos franceses chamaram atenção para a qualidade do seu trabalho, destacando o vigor da concepção e a beleza da forma.

Muitas das melhores telas de Rego Monteiro perderam-se num incêndio, no fim da década de 20; anos mais tarde, o artista tentou reproduzi-Ias de memória ou lançando mão de esboços e desenhos preliminares; mas, evidentemente, as obras perderam muito em emoção e sentimento. Em seus melhores momentos, Vicente é pessoal, embora aparentado a outros artistas de seu tempo. Sua peculiaridade é a insistência com que abordou temas nacionais, o que o transforma em precursor de uma tendência artística latino-americana. Seu mundo de idéias oscilava entre as figuras do panteão americano e a Bíblia, os clássicos e outros temas grandiloqüentes, que tornam sua arte grave e profunda. Mas ele sentiu também, como poucos, a sedução do movimento fascinado que era pela dança e pelo esporte — e, homem de seu tempo, em determinada fase da carreira viu-se empolgado pelo não figurativismo. Características de sua arte são a plasticidade, a sensação volumétrica que se desprende dos planos, a textura quase imaterial, de tão leve, o forte desenho, esquematizado. e a ciência da composição, que o torna um clássico, preocupado com a construção das formas. Vicente do Rego Monteiro foi também escultor, tendo deixado figuras em madeira, articuladas, num espírito afim com o do cubista Léger. Sua influência tendeu a crescer após sua morte: a ele, de certo modo, é que se referem muitos dos melhores artistas contemporâneos do Nordeste, inclusive João Câmara e Gilvan Samico
 


Mani Oca
(O nascimento de Mani) 1921 aquarela e nanquim sobre papel 28x36,5cm 
coleção e cortesia 
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo foto Fernando Chaves
  


O Sonho de Pelé

 
Cacique sentado em tartaruga com cabeça humana 
da série Les dieux en pierre Os deuses em pedra 1924

 

 

 

 

   

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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